Travesso estado de estar amado amarrado... por uma corda - Corta a ponta! - Dá um nó!
Vem e me pega e não me deixa cair.
Travesso sou eu que me deixo preso por um laço um laço que desfaço e torno a fazer.
-que laço é esse?
Travessa é a vida que joga dum lado pro outro como um barco em tempestade e a gente se acostuma com esse balanço torto e cai de quatro quando pisa em terra firme!
é nestes momentos de riso e vinho destes dentes amarelados que trazem beleza e não me deixam um único motivo para quantas vezes mais se abrirem como um prato largo de canjica.
que eu tenho do fundo desse corpo o doce desejo de uma mão escorrida a tentação maldita de ficar, e apenas apreciar o bailar destas lágrimas percorrendo todo ventre enchendo de razões o umbigo fino e raso para depois gotejar até encher o próximo copo deste amor maluco.
Dormia ali quieto, no fundo de uma poltrona. Os cabelos mal-arrumados, um cigarro que ia lentamente atravessando o sonho que se seguia.
A conversa marcava os lábios daquela boca molhada que olhava absorta o lento caminhas descompassado, magro...
Acima do peito um respirar preso e confuso. A música rápida, dando ritmo aos longos cabelos que escorriam longe da mão.
Era, como se toda imagem formada fosse um espelho boiando na bruma deste cigarro que se apaga do meu sonho.
Sou só sou menina, menino, o meu falo ainda sente o gosto ralo do seu halo o meu cabelo sujo de terra da estrada de chão onde deitei de costas e você por cima e eu via as estrelas sentia o cheiro do mato e a sua cabeça escondida no meu peito ofegava respirava o cheiro de menina, menino, você enxergava o nada o escuribreu e não tinha medo e galopava solta o baio árabe e a sua clara dava as costas pro escuro e fomos só fomos!
Se desse momento em diante o meu espírito estivesse sempre vigilante, chegaríamos em breve a verdade, que, quem sabe, talvez nos rodeie neste momento com seus anjos em pranto.
Se o meu espírito tivesse acordado até agora, não me teria abandonado a instintos degenerados, não me teria entregue à uma época perdida!
Se tivesse estado sempre vigilante, estaria agora a navegar no oceano da sabedoria!
Em apenas duas, Como poderia ser diferente, cores. Preto e branco. Vejo um rio sujo e gosmento fluir eternamente. Para sempre, tal como, escorre o tempo na minha frente (mente?) Deste rio, da bagunça interminável deste mundo, consigo retirar limpo um cristal. Você. O tesão que me movia, sem saber posso sentir seu cheiro, e não gostar, ficar de pau duro e não trepar. Gozar e sorrir em seu ouvido, dizer as coisas sem pensar, sem querer saber, desconhecer, a repressão.
A Supermarket in California
What thoughts I have of you tonight, Walt Whitman, for I walked down thestreets under the trees with a headache self-conscious looking at the full moon.In my hungry fatigue, and shopping for images, I went into the neon fruitsupermarket, dreaming of your enumerations!What peaches and what penumbras! Whole families shopping at night! Aislesfull of husbands! Wives in the avocados, babies in the tomatoes! --- and you,Garcia Lorca, what were you doing down by the watermelons?I saw you, Walt Whitman, childless, lonely old grubber, poking among themeats in the refrigerator and eyeing the grocery boys.I heard you asking questions of each: Who killed the pork chops? What pricebananas? Are you my Angel?I wandered in and out of the brilliant stacks of cans following you, andfollowed in my imagination by the store detective.We strode down the open corridors together in our solitary fancy tastingartichokes, possessing every frozen delicacy, and never passing the cashier.Where are we going, Walt Whitman? The doors close in an hour. Which way doesyour beard point tonight?(I touch your book and dream of our odyssey in the supermarket and feelabsurd.)Will we walk all night through solitary streets? The trees add shade toshade, lights out in the houses, we'll both be lonely.Will we stroll dreaming of the lost America of love past blue automobiles indriveways, home to our silent cottage?Ah, dear father, graybeard, lonely old courage-teacher, what America did youhave when Charon quit poling his ferry and you got out on a smoking bank andstood watching the boat disappear on the black waters of Lethe? Allen Ginsberg