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Sem rebelião não existe liberdade

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Não se iluda. Beba água fresca.


Postado por Rebellio às 19:46 Nenhum comentário:
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Travesso

Travesso estado de estar amado
amarrado... por uma corda
- Corta a ponta!
- Dá um nó!

Vem e me pega e não me deixa cair.

Travesso sou eu
que me deixo preso por um laço
um laço que desfaço
e torno a fazer.

-que laço é esse?

Travessa é a vida
que joga dum lado pro outro
como um barco em tempestade
e a gente se acostuma
com esse balanço torto
e cai de quatro
quando pisa em terra firme!

- Afinal, o que é travesso?

O que tem de bom na Internet

  • Obras de Domínio Público para download
  • Poem Hunter? O nome é sugestivo?
  • Nodo 50. Contra-Informação na Rede
  • Filmes Curta-Metragem. Site da Petrobrás

é nestes momentos
de riso e vinho
destes dentes amarelados
que trazem beleza
e não me deixam
um único motivo para
quantas vezes mais
se abrirem
como um prato largo
de canjica.

que eu tenho
do fundo desse corpo
o doce desejo
de uma mão escorrida
a tentação maldita
de ficar, e apenas
apreciar
o bailar destas lágrimas
percorrendo todo ventre
enchendo de razões
o umbigo fino e raso
para depois gotejar
até encher
o próximo copo
deste amor maluco.

Dormia ali quieto,
no fundo de uma poltrona.
Os cabelos mal-arrumados,
um cigarro que ia lentamente
atravessando o sonho
que se seguia.

A conversa marcava os lábios
daquela boca molhada
que olhava absorta
o lento caminhas
descompassado, magro...

Acima do peito
um respirar preso e confuso.
A música rápida,
dando ritmo aos longos cabelos
que escorriam longe da mão.

Era,
como se toda imagem formada
fosse um espelho
boiando na bruma
deste cigarro
que
se apaga do meu sonho.

Sou
só
sou
menina, menino,
o meu falo ainda sente o gosto
ralo do seu halo
o meu cabelo sujo de terra
da estrada de chão
onde deitei de costas
e você por cima
e eu via as estrelas
sentia o cheiro do mato
e a sua cabeça escondida no meu peito
ofegava
respirava o cheiro de menina, menino,
você enxergava o nada
o escuribreu
e não tinha medo
e galopava solta o baio árabe
e a sua clara dava as costas pro escuro
e fomos
só
fomos!



Se desse momento em diante o meu espírito estivesse sempre vigilante, chegaríamos em breve a verdade, que, quem sabe, talvez nos rodeie neste momento com seus anjos em pranto.

Se o meu espírito tivesse acordado até agora, não me teria abandonado a instintos degenerados, não me teria entregue à uma época perdida!

Se tivesse estado sempre vigilante, estaria agora a navegar no oceano da sabedoria!

Em apenas duas,
Como poderia ser diferente,
cores.
Preto e branco.
Vejo um rio sujo e gosmento
fluir eternamente.
Para sempre, tal como,
escorre o tempo
na minha frente (mente?)
Deste rio, da bagunça interminável
deste mundo,
consigo retirar limpo
um cristal. Você.
O tesão que me movia,
sem saber posso sentir seu cheiro,
e não gostar,
ficar de pau duro
e não trepar.
Gozar e sorrir em seu ouvido,
dizer as coisas sem pensar,
sem querer saber,
desconhecer,
a repressão.


A Supermarket in California

What thoughts I have of you tonight, Walt Whitman, for I walked down thestreets under the trees with a headache self-conscious looking at the full moon.In my hungry fatigue, and shopping for images, I went into the neon fruitsupermarket, dreaming of your enumerations!What peaches and what penumbras! Whole families shopping at night! Aislesfull of husbands! Wives in the avocados, babies in the tomatoes! --- and you,Garcia Lorca, what were you doing down by the watermelons?I saw you, Walt Whitman, childless, lonely old grubber, poking among themeats in the refrigerator and eyeing the grocery boys.I heard you asking questions of each: Who killed the pork chops? What pricebananas? Are you my Angel?I wandered in and out of the brilliant stacks of cans following you, andfollowed in my imagination by the store detective.We strode down the open corridors together in our solitary fancy tastingartichokes, possessing every frozen delicacy, and never passing the cashier.Where are we going, Walt Whitman? The doors close in an hour. Which way doesyour beard point tonight?(I touch your book and dream of our odyssey in the supermarket and feelabsurd.)Will we walk all night through solitary streets? The trees add shade toshade, lights out in the houses, we'll both be lonely.Will we stroll dreaming of the lost America of love past blue automobiles indriveways, home to our silent cottage?Ah, dear father, graybeard, lonely old courage-teacher, what America did youhave when Charon quit poling his ferry and you got out on a smoking bank andstood watching the boat disappear on the black waters of Lethe?
Allen Ginsberg